{"id":927,"date":"2022-10-15T23:09:56","date_gmt":"2022-10-16T02:09:56","guid":{"rendered":"https:\/\/radio1.webunitystudio.site\/o-brasil-vai-virar-uma-venezuela-carl-schmitt-explica-consultor-juridico\/"},"modified":"2022-10-15T23:09:56","modified_gmt":"2022-10-16T02:09:56","slug":"o-brasil-vai-virar-uma-venezuela-carl-schmitt-explica-consultor-juridico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/o-brasil-vai-virar-uma-venezuela-carl-schmitt-explica-consultor-juridico\/","title":{"rendered":"O Brasil vai virar uma Venezuela? Carl Schmitt explica &#8211; Consultor Jur\u00eddico"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"#author\">Por&nbsp;<span>Francisco Kliemann a Campis<\/span><\/a><br \/><span><span><span><span>Muito se fala sobre o Brasil vir a ser uma segunda Venezuela, e por mais que aqueles que costumam cotidianamente falar sobre esse assunto habitarem uma realidade paralela, essa afirma&ccedil;&atilde;o tem fortes lastros de realidade, mas por meios e motivos muito diferentes do que eles imaginam.<\/span><\/span><\/span><\/span><br \/><span><span><span><span><img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"direita\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/img\/b\/icone-selo-diario-classe.png\" \/>Em um estudo detalhado, os professores de Harvard (n&atilde;o eles n&atilde;o s&atilde;o comunistas!) Levitsky e Zibblat <a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref\" title=\"\">[1]<\/a> mostram que, em pa&iacute;ses com democracias desestabilizadas, as Cortes Constitucionais, representantes m&aacute;ximas da autonomia do Direito, foram as primeiras institui&ccedil;&otilde;es a serem atacadas. Os professores demonstram como a Hungria em meados de 2018, criou um sistema judicial paralelo, que n&atilde;o passa pelo controle da suprema corte e que &eacute; controlado pelo presidente, que tem o poder de decidir quest&otilde;es sens&iacute;veis, como crimes de corrup&ccedil;&atilde;o, leis eleitorais, bem como casos envolvendo direito &agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o. Atualmente, o presidente da Hungria, Victor Orb&aacute;n <a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref\" title=\"\">[2]<\/a>, est&aacute; livre para fazer tudo o que tem feito, como fechar universidades, perseguir minorias como os LGBTQIA+, opositores, jornalistas e todos que o desafiam. <\/span><\/span><\/span><\/span><br \/><span><span><span><span>Os autores tamb&eacute;m nos mostram que governos incapazes de afastar ju&iacute;zes independentes podem contorn&aacute;-los atrav&eacute;s de mudan&ccedil;as na composi&ccedil;&atilde;o da corte. Na Pol&ocirc;nia, houve uma reforma que tentou for&ccedil;ar mais de um ter&ccedil;o dos ju&iacute;zes da Suprema Corte a se aposentarem. Essa altera&ccedil;&atilde;o s&oacute; foi barrada depois de fortes manifesta&ccedil;&otilde;es e amea&ccedil;as da Uni&atilde;o Europeia. O Partido da &quot;Lei e da Justi&ccedil;a&quot;, governante, teve v&aacute;rias de suas iniciativas bloqueadas pelo Tribunal Constitucional entre 2005 e 2007. Mas quando este partido retornou ao poder, em 2015, foram tomadas medidas para evitar perdas semelhantes no futuro. Na &eacute;poca, havia duas vagas abertas no Tribunal Constitucional de quinze membros, tamb&eacute;m existiam tr&ecirc;s magistrados j&aacute; indicados e aprovados pelo Parlamento, mas que ainda precisavam prestar um juramento. Numa manobra inconstitucional, o novo governo do &quot;Lei e Justi&ccedil;a&quot; se recusou a receber o juramento dos tr&ecirc;s magistrados e, em vez disso, imp&ocirc;s cinco novos ju&iacute;zes. Foi assim, que junto com boa margem de apoio no congresso polon&ecirc;s, foi aprovada uma lei exigindo que todas as decis&otilde;es obrigat&oacute;rias do Tribunal Constitucional tivessem maioria de dois ter&ccedil;os. Na pr&aacute;tica, isso deu aos aliados do governo um poder de veto dentro do tribunal, limitando a capacidade do &oacute;rg&atilde;o de servir como um controle independente do poder governamental.<\/span><\/span><\/span><\/span><br \/><span><span><span><span>Esses ataques &agrave; autonomia do Direito n&atilde;o acontecem somente em governos de extrema direita, governos autorit&aacute;rios de esquerda tamb&eacute;m acabam com a autonomia do Direito e o colocam a servi&ccedil;o da pol&iacute;tica. Vamos pegar como exemplo o que aconteceu na t&atilde;o mencionada Venezuela: em 2004, Hugo Ch&aacute;vez, para ter controle sobre as decis&otilde;es da Suprema Corte, conseguiu concretizar algo muito parecido com o qu&ecirc; v&ecirc;m propondo o presidente Jair Bolsonaro. Ch&aacute;vez, o maior culpado da situa&ccedil;&atilde;o atual em que a Venezuela se encontra, conseguiu ter amplo poder sobre a suprema corte por meio de duas manobras pol&iacute;ticas que atropelaram a legalidade e a autonomia do Direito. <\/span><\/span><\/span><\/span><br \/><span><span><span><span>A primeira manobra de Ch&aacute;vez teve come&ccedil;o em 1999, quando o governo convocou elei&ccedil;&otilde;es para uma Assembleia Constituinte que, violando uma decis&atilde;o anterior da Suprema Corte, concedeu a si mesmo o direito de dissolver todas as demais institui&ccedil;&otilde;es do Estado, inclusive a Suprema Corte. <\/span><\/span><\/span><\/span><br \/><span><span><span><span>Diante dos &quot;tanques&quot; do tenente-coronel Ch&aacute;vez a caneta dos ju&iacute;zes pouco p&ocirc;de fazer, e temendo pela pr&oacute;pria sobreviv&ecirc;ncia e pela liberdade de seus integrantes, a Suprema Corte aquiesceu e decretou que a iniciativa do executivo federal era constitucional. Naquele momento, a ministra Cecilia Sosa, presidente do &oacute;rg&atilde;o, renunciou, declarando que a corte tinha <em>&quot;cometido suic&iacute;dio para evitar ser assassinada&quot;.<\/em> <em>&quot;Mas o resultado &eacute; o mesmo. Ela est&aacute; morta.&quot;<\/em> Dois meses depois, a Suprema Corte foi dissolvida e substitu&iacute;da por um novo Tribunal Supremo de Justi&ccedil;a. <\/span><\/span><\/span><\/span><br \/><span><span><span><span>Contudo, nem essa medida foi capaz de garantir um Judici&aacute;rio d&oacute;cil, pois mesmo tendo sido indicados por Ch&aacute;vez uma boa parcela dos novos ministros possu&iacute;am alguma dec&ecirc;ncia e um certo compromisso com o Direito e com a dignidade, de modo que, em 2003, em plena madrugada o governo Ch&aacute;vez aumentou o n&uacute;mero de ministros da Suprema Corte de 20 para 32 e preencheu as novas cadeiras com lealistas &quot;revolucion&aacute;rios&quot;, isso produziu o efeito desejado. Al&eacute;m de povoar a corte com aliados, Ch&aacute;vez conseguiu tamb&eacute;m que a nova lei permitisse o afastamento de outros ministros por decis&atilde;o do governo em casos em que suas condutas ferissem &quot;o interesse nacional&quot;. Na pr&aacute;tica, a regra se tornou um salvo-conduto para que Ch&aacute;vez e, posteriormente, seu sucessor Nicol&aacute;s Maduro tirassem ju&iacute;zes que tomassem medidas que os desagradassem. Ao longo dos nove anos seguintes, nem sequer uma &uacute;nica decis&atilde;o do Tribunal Supremo foi contra o governo <a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref\" title=\"\">[3]<\/a>. Aqui no Brasil, onde o presidente adora afirmar que o pa&iacute;s n&atilde;o ser&aacute; uma nova Venezuela, um plano muito parecido com o de Hugo Ch&aacute;vez &eacute; posto em pr&aacute;tica. <\/span><\/span><\/span><\/span><br \/><span><span><span><span>Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro chegou a defender o aumento no n&uacute;mero dos ju&iacute;zes, dos 11 atuais para 21. Atualmente fala sobre uma proposta de altera&ccedil;&atilde;o dos atuais 11 ministros para 16, o que segundo o presidente &quot;vai depender da &#039;temperatura&#039; da corte&quot; <a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref\" title=\"\">[4]<\/a>. Na mesma entrevista, Bolsonaro ainda afirmou que <em>&quot;tem mais gente que &eacute; simp&aacute;tica &agrave; gente&quot;<\/em>, mas <em>&quot;j&aacute; temos duas pessoas garantidas l&aacute; [Kassio Nunes Marques e Andr&eacute; Mendon&ccedil;a]&quot;<\/em>. Ser&aacute; que os dois excelent&iacute;ssimos ministros s&atilde;o como os lealistas revolucion&aacute;rios de Hugo Ch&aacute;vez, para quem o direito n&atilde;o possu&iacute;a qualquer autonomia? O presidente deixa a entender que sim, agora cabe a eles se pronunciarem.<\/span><\/span><\/span><\/span><br \/><span><span><span><span>Celso de Mello, que at&eacute; recentemente era o decano do nosso Supremo Tribunal Federal afirmou que: <em>&quot;A pretens&atilde;o de Bolsonaro e de seus ep&iacute;gonos, objetivando alterar a composi&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica da Corte Suprema do Brasil, revela que, subjacente a essa modifica&ccedil;&atilde;o, visa-se, na realidade, perversa e inconstitucional finalidade de controlar o STF e de comprometer o grau de plena e necess&aacute;ria independ&ecirc;ncia que os magistrados e os corpos judici&aacute;rios devem possuir, em favor dos pr&oacute;prios jurisdicionados (seus reais destinat&aacute;rios), no Estado de Direito legitimado pela ordem democr&aacute;tica!&quot;<\/em><\/span><\/span><\/span><\/span><br \/><span><span><span><span>Levitsky e Zibblat <a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref\" title=\"\">[5]<\/a> nos mostram que uma vez que os &aacute;rbitros estejam dominados, os autocratas eleitos podem se voltar para seus oponentes. A maioria das autocracias contempor&acirc;neas n&atilde;o eliminou todos os tra&ccedil;os de dissens&atilde;o, como fez Mussolini na It&aacute;lia fascista ou Fidel Castro na Cuba comunista. Por&eacute;m, muitos fizeram esfor&ccedil;os para garantir que jogadores importantes &mdash; qualquer um realmente capaz de prejudicar o governo &mdash; fossem marginalizados, obstru&iacute;dos ou pagos para entregar o jogo. Jogadores importantes podem incluir pol&iacute;ticos de oposi&ccedil;&atilde;o, l&iacute;deres empresariais que financiam a oposi&ccedil;&atilde;o, meios de comunica&ccedil;&atilde;o importantes ou outras figuras culturais que desfrutem de certo status moral p&uacute;blico.<\/span><\/span><\/span><\/span><br \/><span><span><span><span>O enfraquecimento e o desvio de finalidade das Cortes Constitucionais &eacute; um sintoma para o fim de uma democracia saud&aacute;vel e, no Brasil, esse sintoma est&aacute; come&ccedil;ando a se manifestar. Muitos dos esfor&ccedil;os do atual governo para subverter a democracia s&atilde;o &quot;<strong>legais<\/strong>&quot;, no sentido de que s&atilde;o aprovados pelo Legislativo ou aceitos pelos tribunais. Eles podem at&eacute; mesmo ser retratados como esfor&ccedil;os para <em>aperfei&ccedil;oar<\/em> a democracia &mdash; tornar o Judici&aacute;rio mais eficiente, combater a corrup&ccedil;&atilde;o ou limpar o processo eleitoral. Os jornais continuam a ser publicados, mas s&atilde;o comprados ou intimidados e levados a se autocensurar. Os cidad&atilde;os continuam a criticar o governo, mas muitas vezes se veem envolvidos em problemas com impostos ou outras quest&otilde;es legais.<\/span><\/span><\/span><\/span><br \/><span><span><span><span>Esse processo de extin&ccedil;&atilde;o da autonomia do Direito, que deixa de ser uma t&eacute;cnica de argumenta&ccedil;&atilde;o racional e democr&aacute;tica para ser simplesmente uma manifesta&ccedil;&atilde;o da vontade de um l&iacute;der n&atilde;o &eacute; algo novo, Thomas Hobbes j&aacute; havia pensado nisso, bem como Carl Schmitt, jurista do III Reich que metamorfoseou as antigas ideias de Thomas Hobbes em seu decisionismo, que nada mais era do <a name=\"_Hlk42607960\">que a regress&atilde;o da racionaliza&ccedil;&atilde;o do direito, para simplesmente virar a materializa&ccedil;&atilde;o da vontade de um l&iacute;der autorit&aacute;rio e populista, que degenera<\/a> <a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref\" title=\"\">[6]<\/a> o direito para se transformar em mera t&eacute;cnica.<\/span><\/span><\/span><\/span><br \/><span><span><span><span>Ressalvadas as intensidades e as ideologias por tr&aacute;s do Decisionismo, isto que aconteceu na Alemanha nazista, na Venezuela e na Hungria, agora come&ccedil;a a se manifestar no Brasil. <\/span><\/span><\/span><\/span><br \/><span><span><span><span>Com o atual governo e suas ideias decisionistas, talvez nossa bandeira &quot;jamais se torne vermelha&quot;, mas a liberdade pol&iacute;tica, a liberdade de express&atilde;o, a falta de emprego, a fome e todas as demais mazelas e indec&ecirc;ncias do autoritarismo decisionista talvez sejam iguais &agrave;s do modelo Venezuelano t&atilde;o criticado pelo atual governo.<\/span><\/span><\/span><\/span><br \/><span><a href=\"#_ftnref\" name=\"_ftn1\" title=\"\"><span><span>[1]<\/span><\/span><\/a> <span><span>LEVITSKY, Steven; ZIBLATT, Daniel. Como as democracias morrem. Tradu&ccedil;&atilde;o de Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Zahar, 2018. <\/span><\/span><\/span><br \/><a href=\"#_ftnref\" name=\"_ftn2\" title=\"\"><span>[2]<\/span><\/a><span> Ver mais em: <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/mundo\/justica-europeia-considera-ilegal-lei-de-orban-que-fechou-universidade-fundada-por-george-soros-24679269\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/oglobo.globo.com\/mundo\/justica-europeia-considera-ilegal-lei-de-orban-que-fechou-universidade-fundada-por-george-soros-24679269<\/a><\/span><br \/><a href=\"#_ftnref\" name=\"_ftn3\" title=\"\"><span>[3]<\/span><\/a><span> Ver mais em Levistsky e Ziblatt, 2018, p. 82.<\/span><br \/><a href=\"#_ftnref\" name=\"_ftn4\" title=\"\"><span>[4]<\/span><\/a><span> <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/politica\/2022\/10\/5043126-bolsonaro-reforca-proposta-de-aumentar-para-16-o-numero-de-ministros-do-stf.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/politica\/2022\/10\/5043126-bolsonaro-reforca-proposta-de-aumentar-para-16-o-numero-de-ministros-do-stf.html<\/a><\/span><br \/><a href=\"#_ftnref\" name=\"_ftn5\" title=\"\"><span>[5]<\/span><\/a><span> Ver mais em Levitsky e Ziblatt, 2018, p. 84.<\/span><br \/><a href=\"#_ftnref\" name=\"_ftn6\" title=\"\"><span>[6]<\/span><\/a><span> Ver mais em RUTHERS, Berndt. <strong>Entartetes Recht<\/strong>: <a name=\"_Hlk116592971\">Rechtslehren und Kronjuristen im Dritten Reich<\/a>. Tradu&ccedil;&atilde;o livre: Direito Degenerado: Direito de estado e Juristas da c&acirc;mara do terceiro Reich.<\/span><br \/><a rel=\"author\" href=\"mailto:%66%6b%63%61%6d%70%69%73%40%68%6f%74%6d%61%69%6c%2e%63%6f%6d\">Francisco Kliemann a Campis<\/a>&nbsp;\u00e9 mestrando em Direito &#8211; PPGD Unisinos, editor-chefe do <em>Jornal Habeas<\/em>,  pesquisador Proex e advogado.<br \/>Revista <strong>Consultor Jur\u00eddico<\/strong>, 15 de outubro de 2022,  8h00<br \/>0 coment\u00e1rios<br \/><em>O que \u00e9 ser inocente? \u2014 reflex\u00f5es sobre a presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia<\/em><br \/><em>O Constitucionalismo Contempor\u00e2neo como argumento da CHD<\/em><br \/><em>Levando o fil\u00f3sofo Ronald Dworkin a s\u00e9rio: um guia de leitura<\/em><br \/><em>A Cr\u00edtica Hermen\u00eautica do Direito e o seu legado processual<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-out-15\/diario-classe-brasil-virar-venezuela-alemao-carl-schmitt-explica\">source<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Francisco Kliemann a CampisMuito se fala sobre o Brasil vir a ser uma segunda Venezuela, e por mais que aqueles que costumam cotidianamente falar sobre esse assunto habitarem uma realidade paralela, essa afirma&ccedil;&atilde;o tem fortes lastros de realidade, mas por meios e motivos muito diferentes do que eles imaginam.Em um estudo detalhado, os professores de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":928,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-927","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/927","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=927"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/927\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/928"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}