{"id":809,"date":"2022-10-03T19:31:40","date_gmt":"2022-10-03T22:31:40","guid":{"rendered":"https:\/\/radio1.webunitystudio.site\/como-a-populacao-do-brasil-cresceu-45-vezes-em-200-anos-e-agora-envelhece-em-ritmo-asiatico-bbc-news-brasil\/"},"modified":"2022-10-03T19:31:40","modified_gmt":"2022-10-03T22:31:40","slug":"como-a-populacao-do-brasil-cresceu-45-vezes-em-200-anos-e-agora-envelhece-em-ritmo-asiatico-bbc-news-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/como-a-populacao-do-brasil-cresceu-45-vezes-em-200-anos-e-agora-envelhece-em-ritmo-asiatico-bbc-news-brasil\/","title":{"rendered":"Como a popula\u00e7\u00e3o do Brasil cresceu 45 vezes em 200 anos &#8211; e agora envelhece em &#039;ritmo asi\u00e1tico&#039; &#8211; BBC News Brasil"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"bbc-1gnhmg2 ed7bp6y0\">Cr\u00e9dito, <\/span><span lang=\"en-GB\">AFP<\/span><br \/>A popula\u00e7\u00e3o brasileira cresceu impulsionada pelos avan\u00e7os no combate \u00e0 mortalidade infantil e materna<br \/><b>Duzentos anos atr\u00e1s, quando o Brasil declarava sua separa\u00e7\u00e3o de Portugal e iniciava sua hist\u00f3ria como pa\u00eds independente, um brasileiro nascia com a expectativa de viver, em m\u00e9dia, s\u00f3 at\u00e9 os 25 anos.<\/b><br \/>O enorme territ\u00f3rio brasileiro era ocupado por estimados 4,7 milh\u00f5es de pessoas \u2014 menos do que tem hoje a cidade do Rio de Janeiro. <br \/>A estimativa era provavelmente conservadora \u2014 o primeiro censo oficial s\u00f3 ocorreria em 1872 e n\u00e3o contabilizou a maioria dos povos ind\u00edgenas, por exemplo. <br \/>Mesmo assim, o Brasil da \u00e9poca n\u00e3o estava nem entre os 20 pa\u00edses mais populosos do mundo. E quase toda a sua popula\u00e7\u00e3o era analfabeta.<br \/>Hoje, a na\u00e7\u00e3o que comemorou no dia 7 de setembro o bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia tem uma popula\u00e7\u00e3o 45 vezes maior e \u00e9 a s\u00e9tima mais populosa do mundo, segundo a ONU. <br \/>Fim do Mat\u00e9rias recomendadas<br \/>Esse crescimento deve continuar at\u00e9 pelo menos 2050, quando se estima que o n\u00famero de brasileiros v\u00e1 alcan\u00e7ar um pico de 231 milh\u00f5es, 16 milh\u00f5es a mais do que hoje. Depois, a expectativa \u00e9 que a popula\u00e7\u00e3o brasileira comece a diminuir. <br \/>Essa \u00e9 uma tend\u00eancia que se repete em grande parte do mundo, mas que, no Brasil, tem ocorrido em um ritmo particularmente r\u00e1pido e mais semelhante ao de pa\u00edses asi\u00e1ticos do que o de europeus. <i class=\"bbc-h1y5j7 eih42320\">(leia mais abaixo)<\/i><br \/>Essa jornada da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 descrita pelo dem\u00f3grafo Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Diniz Alves no livro rec\u00e9m-lan\u00e7ado <i class=\"bbc-h1y5j7 eih42320\">Demografia nos 200 Anos da Independ\u00eancia do Brasil e cen\u00e1rios para o s\u00e9culo 21<\/i>.<br \/>&quot;A mudan\u00e7a mais impactante \u00e9 o aumento da esperan\u00e7a de vida, que em 200 anos multiplicou por tr\u00eas, para os (atuais) 75 anos&quot;, diz Diniz Alves \u00e0 BBC News Brasil.<br \/>Esse salto reflete d\u00e9cadas de avan\u00e7o no combate \u00e0 mortalidade infantil e materna e nas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e saneamento, apesar das mazelas do Brasil e da pobreza agora em curva ascendente.<br \/><span class=\"bbc-1gnhmg2 ed7bp6y0\">Cr\u00e9dito, <\/span><span lang=\"en-GB\">Getty Images<\/span><br \/>Em 200 anos, desde a Independ\u00eancia, a expectativa de vida no Brasil se multiplicou por tr\u00eas<br \/>&quot;Em 1900, a expectativa de vida era de 29 anos no Brasil e 49 anos nos Estados Unidos (70% mais alta). Em 2019, os n\u00fameros se aproximaram bastante, com 75,9 anos no Brasil e 78,9 anos nos EUA (apenas 4% mais alta)&quot;, escreve Diniz Alves no livro.<br \/>E essa expectativa poderia ter sido ainda mais alta se n\u00e3o fossem as perdas de vida causadas pela pandemia.<br \/>Adapta\u00e7\u00e3o de premiado podcast da BBC \u2018Things Fell Apart\u2019, de Jon Ronson.<br \/>Epis\u00f3dios<br \/>Fim do Podcast<br \/>A composi\u00e7\u00e3o \u00e9tnica da popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m sofreu grandes mudan\u00e7as nesses 200 anos.<br \/>O Brasil \u00e9 apontado como o pa\u00eds das Am\u00e9ricas que mais recebeu africanos escravizados: 4,8 milh\u00f5es de pessoas ao longo de quase tr\u00eas s\u00e9culos.<br \/>Assim, um territ\u00f3rio que at\u00e9 1500 era totalmente ind\u00edgena come\u00e7ou a mudar, explica Diniz Alves.<br \/>Por volta de 1800, duas d\u00e9cadas antes da Independ\u00eancia, as primeiras estimativas indicavam que os ind\u00edgenas eram apenas 8% da popula\u00e7\u00e3o total, de 3,3 milh\u00f5es de habitantes. Essas contagens, no entanto, ignoravam muitas comunidades ind\u00edgenas e s\u00e3o consideradas conservadoras.<br \/>Na mesma \u00e9poca, pessoas de origem europeia, mais concentradas nos centros urbanos, representavam 31% e a popula\u00e7\u00e3o de origem africana, fosse livre ou escravizada, era 61% do total.<br \/>A porcentagem de europeus aumentaria nas d\u00e9cadas seguintes para quase 40%, com a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil e o in\u00edcio de uma migra\u00e7\u00e3o mais acentuada de europeus de outras nacionalidades nas d\u00e9cadas seguintes \u2014 algo que, segundo historiadores, tinha por objetivo &quot;branquear a popula\u00e7\u00e3o&quot; ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o.<br \/>Apesar disso, o censo de 1872, o primeiro da hist\u00f3ria brasileira, indicou que, dos quase 10 milh\u00f5es de habitantes do Brasil, pessoas de origem africana continuavam sendo majorit\u00e1rias: 42,8% da popula\u00e7\u00e3o era de pessoas africanas livres e 15,2%, de escravizadas.<br \/>Foi nessa \u00e9poca, tamb\u00e9m, que o ritmo de crescimento da popula\u00e7\u00e3o brasileira come\u00e7ou a se acelerar at\u00e9 o s\u00e9culo 20, explica Diniz Alves.<br \/>&quot;As taxas de mortalidade na virada do s\u00e9culo come\u00e7aram a cair, mesmo que modestamente, contribuindo para o maior incremento demogr\u00e1fico&quot;, escreve o dem\u00f3grafo.<br \/>Desse modo, a popula\u00e7\u00e3o brasileira foi tendo progressivos aumentos de tamanho: o censo de 1890, pouco depois da Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, contabilizou 14,3 milh\u00f5es de habitantes.<br \/>O grande salto, por\u00e9m, viria em meados do s\u00e9culo 20, explica Diniz Alves.<br \/>&quot;O per\u00edodo de maior crescimento demogr\u00e1fico da hist\u00f3ria brasileira ocorreu nas d\u00e9cadas de 1950 e 1960, com m\u00e9dia de 3% ao ano, n\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o do afluxo de estrangeiros, mas, sim, por conta da queda das taxas de mortalidade \u2014 especialmente infantil \u2014 que propiciou grande aumento do crescimento vegetativo em um quadro de taxas de fecundidade ainda em altos patamares.&quot;<br \/>Naquela \u00e9poca, as mulheres tinham, em m\u00e9dia, 6,3 filhos cada uma. Uma taxa que caiu vertiginosamente at\u00e9 chegar \u00e0 m\u00e9dia de 1,7 atual.<br \/>A combina\u00e7\u00e3o de aumento na expectativa de vida com a queda no n\u00famero de filhos por mulher resultou numa r\u00e1pida mudan\u00e7a na estrutura et\u00e1ria do Brasil a partir dos anos 1970, de acordo com o dem\u00f3grafo. Mais r\u00e1pida, inclusive do que a de muitos pa\u00edses europeus e dos Estados Unidos.<br \/>A Fran\u00e7a foi o primeiro pa\u00eds em que, segundo Diniz Alves, os idosos viraram 7% da popula\u00e7\u00e3o, ainda em 1870. O \u00edndice franc\u00eas dobrou para 14% em 1980  \u2014 mais de um s\u00e9culo depois.<br \/>J\u00e1 o Brasil, com uma estrutura demogr\u00e1fica mais jovem, s\u00f3 chegou a 7% de idosos recentemente, em 2012. Mas deve dobrar esse \u00edndice em 2031 \u2014 apenas 19 anos depois.<br \/>Tal ritmo de envelhecimento \u00e9 visto tamb\u00e9m em pa\u00edses asi\u00e1ticos como Jap\u00e3o, Coreia do Sul, Tail\u00e2ndia e China, que tamb\u00e9m tinham taxas de fecundidade altas at\u00e9 a d\u00e9cada de 1960 e desde ent\u00e3o v\u00eam reduzindo rapidamente o n\u00famero m\u00e9dio de filhos por mulher.<br \/>&quot;O interessante \u00e9 que, no caso do Brasil, n\u00e3o houve uma pol\u00edtica populacional (como a China, com sua &quot;pol\u00edtica do filho \u00fanico&quot;). A fecundidade caiu por mudan\u00e7as econ\u00f4micas e culturais&quot;, diz Diniz Alves \u00e0 BBC News Brasil.<br \/>O Jap\u00e3o foi o pa\u00eds que chegou mais rapidamente \u00e0 propor\u00e7\u00e3o de 14% de idosos na popula\u00e7\u00e3o (em apenas 23 anos, de 7% em 1971 para 14% em 1994) \u2014  j\u00e1 que a queda das taxas de fecundidade japonesas ocorreu logo ap\u00f3s o fim da Segunda Guerra Mundial e a expectativa de vida ao nascer do pa\u00eds \u00e9 alta.<br \/>Mas ele foi a exce\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses desenvolvidos a ter um envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o t\u00e3o r\u00e1pido. De um modo geral, os pa\u00edses em desenvolvimento tiveram uma transi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica mais veloz, segundo diz Diniz Alves.<br \/>Mas o que isso significa?<br \/>&quot;Eles disp\u00f5em de menos tempo para se adaptar \u00e0 nova realidade demogr\u00e1fica. O Jap\u00e3o e a Coreia do Sul j\u00e1 conseguiram enriquecer antes de envelhecer. A China e a Tail\u00e2ndia j\u00e1 est\u00e3o a caminho de uma renda per capita alta&quot;, escreve o dem\u00f3grafo. <br \/>J\u00e1 o Brasil, depois de anos de crise econ\u00f4mica, &quot;possui a renda estagnada e est\u00e1 a caminho de envelhecer antes de enriquecer. Em outras palavras, o Brasil ainda n\u00e3o resolveu os problemas t\u00edpicos de uma sociedade jovem, como saneamento b\u00e1sico, educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, e precisar\u00e1 lidar com os problemas de uma sociedade superenvelhecida at\u00e9 os meados do s\u00e9culo 21. (&#8230;) Ser\u00e1 necess\u00e1ria muita criatividade&quot;.<br \/>Em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina tamb\u00e9m se observa o mesmo fen\u00f4meno.<br \/>&quot;N\u00e3o somos uma jabuticaba nesse aspecto. A fecundidade caiu na Costa Rica at\u00e9 um pouco mais r\u00e1pido do que no Brasil. E, em Cuba, a popula\u00e7\u00e3o deve cair pela metade no restante do s\u00e9culo, por causa da baixa fecundidade e de haver mais gente saindo do que entrando no pa\u00eds&quot;, explica.<br \/><span class=\"bbc-1gnhmg2 ed7bp6y0\">Cr\u00e9dito, <\/span><span lang=\"en-GB\">Getty Images<\/span><br \/>Brasil est\u00e1 envelhecimento em ritmo acelerado, como muitos pa\u00edses asi\u00e1ticos, mas sem ter conseguido enriquecer antes<br \/>Segundo as previs\u00f5es da ONU, o Brasil provavelmente ainda tem algumas d\u00e9cadas no atual primeiro b\u00f4nus demogr\u00e1fico \u2014 ou seja, de um contingente grande de popula\u00e7\u00e3o jovem e economicamente ativa em rela\u00e7\u00e3o ao grupo et\u00e1rio com mais inativos (como crian\u00e7as e idosos).<br \/>Por volta da d\u00e9cada de 2040, o grupo de pessoas de 15 a 64 anos alcan\u00e7ar\u00e1 seu pico e come\u00e7ar\u00e1 a cair.<br \/>A partir da\u00ed, quem vai crescer proporcionalmente \u00e9 a faixa de brasileiros com mais de 60 anos.<br \/>O b\u00f4nus demogr\u00e1fico d\u00e1 a um pa\u00eds a oportunidade de aumentar a produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os.<br \/>No entanto, essa janela de oportunidade s\u00f3 ocorre uma vez na hist\u00f3ria de cada pa\u00eds, e dura entre 50 e 70 anos. <br \/>Segundo Diniz Alves, todos os pa\u00edses com altos \u00cdndices de Desenvolvimento Humano (IDH) conseguiram aproveitar essa janela para aumentar as taxas de riqueza e elevar seu padr\u00e3o de bem-estar geral, melhorando os n\u00edveis educacionais da popula\u00e7\u00e3o e da tecnologia que permite o aumento da produtividade.<br \/>O Brasil deve chegar ao final do s\u00e9culo 21 com uma propor\u00e7\u00e3o maior de pessoas dependentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s que est\u00e3o em idade produtiva. Isso deve ter um impacto importante na Previd\u00eancia social, no sistema de sa\u00fade e no mercado de trabalho. <br \/>O fen\u00f4meno ser\u00e1 mundial: em 2100, segundo as proje\u00e7\u00f5es da ONU, o mundo ter\u00e1 apenas 1,7 adulto de 20 a 59 anos para cada idoso de 60 anos ou mais, na m\u00e9dia.<br \/>No Brasil, essa taxa deve ser ainda menor, de 1,1 adulto para cada idoso. <br \/>De um modo geral, o n\u00famero de pessoas em cada grupo de idade do Brasil nas \u00faltimas d\u00e9cadas foi aumentando e diminuindo em ondas bem marcadas, que determinaram o b\u00f4nus demogr\u00e1fico<i class=\"bbc-h1y5j7 eih42320\"> (veja no gr\u00e1fico abaixo)<\/i>.<br \/>&#8211; O grupo de 0 a 19 anos foi de 51,6% da popula\u00e7\u00e3o brasileira em 1950 para 40,8% em 1999 e deve chegar a 2100 perfazendo apenas 17,6% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<br \/>&#8211; As pessoas entre 20 e 39 anos eram 29% da popula\u00e7\u00e3o em 1950, 32,5% em 2019 e ser\u00e3o 19,8% em 2100.<br \/>&#8211; O grupo de 40 a 59 anos correspondia a 14,5% da popula\u00e7\u00e3o em 1950, e deve chegar a seu pico em 2040, quando corresponder\u00e1 a 28,5% do total do pa\u00eds. Em 2100, ser\u00e3o 22,6%.<br \/>&#8211; J\u00e1 os idosos de 60 anos ou mais, que eram menos de 5% da popula\u00e7\u00e3o em 1950, v\u00e3o crescer at\u00e9 2075, quando ser\u00e3o 37,6% da popula\u00e7\u00e3o, ou 79,2 milh\u00f5es de pessoas.<br \/>&quot;A partir de 2076, o grupo de idosos come\u00e7ar\u00e1 a diminuir em termos absolutos para 72,4 milh\u00f5es de pessoas em 2100. Ainda assim, em termos relativos, ser\u00e1 o \u00fanico grupo que continuar\u00e1 crescendo proporcionalmente, tornando-se 40,1% da popula\u00e7\u00e3o total em 2100&quot;, explica Diniz Alves. <br \/>Enquanto isso, o primeiro b\u00f4nus demogr\u00e1fico, iniciado em 1970, deve se encerrar por volta de 2040, ou talvez um pouco mais cedo.<br \/>&quot;A fase em que a demografia oferece um est\u00edmulo \u00e0 economia aproxima-se de seu fim&quot;, diz o dem\u00f3grafo.<br \/>Esse fen\u00f4meno demogr\u00e1fico traz consigo a urg\u00eancia de que o Brasil aproveite ao m\u00e1ximo as d\u00e9cadas restantes de alto contingente de jovens em idade produtiva.<br \/>Mas, se o pa\u00eds n\u00e3o conseguir usar essa janela para enriquecer e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, o que \u00e9 poss\u00edvel fazer?<br \/>Segundo Diniz Alves, existem as possiblidades de um 2\u00ba e um 3\u00ba b\u00f4nus, que acontecem de maneira independente das mudan\u00e7as na estrutura et\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o.<br \/>Para conseguir o chamado 2\u00ba b\u00f4nus, seria preciso elevar as taxas de poupan\u00e7a e investimento dos cidad\u00e3os para aumentar a produtividade econ\u00f4mica. \u00c9, por exemplo, algo que a China fez, desde os anos 1980, quando sua renda per capita era 17 vezes menor do que a do Brasil.<br \/>&quot;Com altas taxas de poupan\u00e7a e investimento, a China garantiu um expressivo crescimento econ\u00f4mico nos \u00faltimos 40 anos. (\u2026) Com uma renda per capita US$ 22,6 mil em 2022, a China j\u00e1 tem um rendimento m\u00e9dio 25% superior ao brasileiro e mant\u00e9m taxas de poupan\u00e7a e investimento, respectivamente, acima de 40% do PIB (Produto Interno Bruto) na d\u00e9cada de 2020&quot;, escreve o dem\u00f3grafo. <br \/>&quot;O Brasil, ao contr\u00e1rio, n\u00e3o conseguiu superar as baixas taxas de poupan\u00e7a e investimento prevalecentes na d\u00e9cada de 1980 (&#8230;) e chegou em 2022 com taxa de poupan\u00e7a de somente 17,4% do PIB e taxa de investimento de 18,7% do PIB&quot;, compara.<br \/>&quot;N\u00e3o \u00e9 de se estranhar que a renda per capita tenha apresentado varia\u00e7\u00e3o muito pequena nos \u00faltimos 42 anos e que esteja estagnada na \u00faltima d\u00e9cada.&quot;<br \/>Em casos em que o 1\u00ba e o 2\u00ba b\u00f4nus n\u00e3o sejam bem aproveitados, um 3\u00ba b\u00f4nus demogr\u00e1fico envolveria inserir a popula\u00e7\u00e3o idosa no mercado de trabalho, caso haja condi\u00e7\u00f5es justas e favor\u00e1veis para faz\u00ea-lo.<br \/>O Brasil j\u00e1 tem um contingente crescente de idosos buscando a reinser\u00e7\u00e3o profissional, segundo <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2019-05\/total-de-idosos-no-mercado-de-trabalho-cresce-precariedade-aumenta\" aria-label=\"dados de 2019 do Minist\u00e9rio da Economia, externo\" class=\"bbc-n8oauk e1p3sufg0\">dados de 2019 do Minist\u00e9rio da Economia<\/a>. Mas, em um contexto de crise econ\u00f4mica, eles por enquanto t\u00eam ficado com os postos de trabalho mais prec\u00e1rios.<br \/><b>Sabia que a BBC est\u00e1 tamb\u00e9m no Telegram? <\/b><a href=\"http:\/\/telegram.me\/bbcbrasil\" aria-label=\"Inscreva-se no canal, externo\" class=\"bbc-n8oauk e1p3sufg0\">Inscreva-se no canal<\/a><b>.<\/b><br \/><b>J\u00e1 assistiu aos nossos novos v\u00eddeos no <\/b><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCthbIFAxbXTTQEC7EcQvP1Q\" aria-label=\"YouTube, externo\" class=\"bbc-n8oauk e1p3sufg0\">YouTube<\/a><b>? Inscreva-se no nosso canal! <\/b><br \/><span lang=\"en-GB\">\u00a9<!-- --> <\/span>2022 BBC. A BBC n\u00e3o se responsabiliza pelo conte\u00fado de sites externos.<!-- --> <a href=\"https:\/\/www.bbc.co.uk\/editorialguidelines\/guidance\/feeds-and-links\" class=\"bbc-1ts3h87 e5ztwxl0\">Leia sobre nossa pol\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o a links externos.<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-62633843\">source<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cr\u00e9dito, AFPA popula\u00e7\u00e3o brasileira cresceu impulsionada pelos avan\u00e7os no combate \u00e0 mortalidade infantil e maternaDuzentos anos atr\u00e1s, quando o Brasil declarava sua separa\u00e7\u00e3o de Portugal e iniciava sua hist\u00f3ria como pa\u00eds independente, um brasileiro nascia com a expectativa de viver, em m\u00e9dia, s\u00f3 at\u00e9 os 25 anos.O enorme territ\u00f3rio brasileiro era ocupado por estimados 4,7 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":810,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-809","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/809","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=809"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/809\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.radioempresabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}